AngelONU 2019

AngelONU: Uma experiência engrandecedora

A quinta edição do projeto propôs aos alunos do Ensino Médio a busca de soluções de problemas mundiais por meio de comitês de debates da ONU : Liga Árabe (A questão de Jerusalém oficialização do Estado Palestino; ACNUR (Alto Comissionado das Nações Unidas para Refugiados) e ONU Mulher (As conquistas da Mulher no século XXI e os novos desafios. Por ser uma simulação é conhecido como mini ONU. O trabalho tem como objetivo geral solucionar um problema de cada comitê, tendo como embasamento o papel e importância da Organização das Nações Unidas diante dos conflitos. Cada aluno representa um país dentro do comitê e, como delegado de uma nação,  deve defender seu país de acordo com as leis e regras de cada um.  Um trabalho de pesquisa que começa bem antes do dia de debates.

De acordo com o professor de Geografia e Filosofia, Ramon da Silva Ferreira, a partir do segundo semestre os alunos do Ensino Médio já começam a ser preparados para as questões da ONU. A partir daí eles iniciam uma pesquisa orientada pelo professor nos principais sites de busca sobre os temas e países, se preparando para a defesa que fazem como delegados no dia da AngelONU. Entre os temas e subtemas debatidos destacam-se:  Palestina como estado independente, faixa de Gaza, combate ao terrorismo, Jerusalém como a capital da Palestina e a tão desejada paz no Oriente Médio. Já no Comitê ONU Mulher o debate foi acirrado para a legalização do aborto, mas também falou-se de estupro, feminicídio, segurança e até da criação de leis que contribuam para a igualdade de gêneros.

O trabalho é tão interessante que envolve até ex-alunos do Angelorum. Manuela Machado é ex-aluna, participou da mini ONU e retorna agora como convidada para a mesa de mediação. Ela explicou a importância do projeto:

— Quando estamos no banco, como alunos, não temos a exata dimensão do quanto esse debate é importante, mas tudo faz sentido quando vamos prestar o vestibular. No ano de 2017, o texto base do segundo exame de qualificação da UERJ era a África e seus conflitos, justamente o país que eu havia representado como delegada no Angelorum. Tudo aqui é dialética é bagagem, destacou Manuela Machado.
A professora Mariana Franco também concorda que os alunos nunca mais serão os mesmos depois de passarem pela experiência AngelONU:

—  Trata-se de um desafio. E quando eles vencem a barreira ganham autoconfiança, segurança, desenvoltura, responsabilidade e autonomia. Podemos dizer que ocorre um engrandecimento como ser humano.

Ao final os alunos receberam certificados de participação especial e moção honrosa para os que mais se destacaram. O debate gerou um documento de trabalho de cada comitê.


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